NO CENTRO ESPÍRITA

Ao perceber alguém que chega, por primeira vez, a Casa Espírita a que você está vinculado por laços de afeição e compromissos de serviços, aproxime­-se, sorria, converse… seja alguém a dar boas­ vindas com efusão de legítima fraternidade.

Esse não é um trabalho protocolar e formal da responsabilidade exclusiva de quem dirige a Casa, mas um impulso espontâneo de quem está feliz com a convivência cristã e, por isso mesmo, interessado em expandir sentimentos de amizade. Lembre-­se que uma recepção fria traduz apatia injustificável, e que a presença de alguém na Casa Espírita, por muito tempo despercebida, demonstra que os que estão ali albergados se encontram enclausurados em si mesmos e pouco interessados na expansão da Boa Nova na Terra.

Que seja a sua presença na Casa Espírita uma viagem permanente ao coração de seu irmão. Integre­-se no espírito da alegria, disputando a honra de trabalhar, com todos e entre todos, sem preocupações hegemônicas ou dominadoras.

Cordialidade permanente, silêncio a qualquer impulso maledicente, o máximo de empenho para o aproveitamento de toda e qualquer contribuição, sem cobranças, exibicionismos, querelas… lembre-se que, em parte, depende de você o clima de amizade que atrairá os bons Espíritos.

 Se marcas do passado e desafios do presente lhe ameaçam o compromisso com a postura fraternal, discipline os impulsos e cumpra o seu dever de trabalhar e servir até que possam amarem profundidade. Não seja você a pedra de escândalo, nem o ácido dissolvente da amizade, mas, antes de tudo, um ponto de referência para que o amor triunfe.

Cuidado com a indiferença, o desapreço e as preferências para que tais atitudes não maculem a sua participação no esforço coletivo. Se o companheiro se afastou, conquanto não saiba o motivo, interesse­-se por ele; nada custa um telefonema, uma visita, uma conversa estimuladora e, se enfermo, a sua presença junto a ele.

São essas atitudes deveres impostergáveis, sem os quais a convivência cristã deixa de ter sentido, tornando­-se igual a outra qualquer. Às vezes, você deixa de adotá­-las, não por descaso, mas por excesso de trabalho ou preocupações com os seus próprios problemas. Todavia, reveja a atitude e refaça as prioridades, pois os deveres da solidariedade estão em primeiro lugar no coração de um espírita.